domingo, 13 de novembro de 2022

Nada Mais

 


Não há nenhuma Alquimia

Que retrate teu sorriso

Nada que possa desvendar

Além da intuição

Algo tão revelador

Que seja seu lado mais exato e bom

Que seja seu lado suave

Não há nenhuma fórmula que desvende esse teu olhar

Que seja tão permanente implícito algoz 

além de mim, além de nós

Não há nenhuma porção

Que embriague mais que seu perfume

Nada como teu cheiro tão seu que me traz paz

Que impregnou nos lençóis, na alma 

Nada mais

Meu Olhar

 







Você quer saber por que te olho desse jeito

Por que esse olhar, por quê?

Você diz amar e que não sabe deixar esse amor

E que um dia falarei o mesmo

Mas na verdade você não entende nada

E apenas fala que vou te amar também meu olhar

Mas isso só vai acontecer se você ler o meu olhar

Ler o que não ler agora

Você vai entender e vai acreditar 

Que a muito te amo está no meu olhar


sábado, 12 de novembro de 2022

Inspiraçao





Como as ondas que se levantam

E se deitam morrendo na praia

Mescla de vento água salgada

Espumante areia Molhada

As vezes rebelde cortante

As vezes passiva serena

Mas seu som transbordante

Invade o coração e a mente

Bate nas pedras respingos de idéias

Respingos de inspiração

Como o vento que nasce longe

Que se aproxima como brisa

Suave e cresce uivando

Arde em redemoinhos de sonhos, ondulações

Desenhando em todas as direções

Me faz pegar carona em suas asas

Voando pra longe e distante

Faz viajar a inspiranção


Cheiro de mato


 Cheiro de mato com café misturado

Hoje amanheceu mais cedo

Emoldurando o arvoredo

Ipê todo florido

Raio de sol meio escondido

Onde, aonde os passarinhos vêm e vão


Dia lindo sol ou nublado

Espreguiçadeiras e dormideiras, pelo campo


Mato, céu azul acinzentado

A chuva que caiu na noite passada

Trazendo gotas de vida deixando

O cheiro de mato molhado

Arvore de Mim













Sim sou assim

 uma árvore bem plantada

Cada galho um braço de mim

Um rabisco de frases, 

frases germinando pelo jardim


Em outros sentimentos diversos

Amor vivido ou não

Alegria, dor, algo desconexo

Saudade de quem partiu e quem ficou

Cada galho retorcido um reflexo


Um vestido de folhas desbotado

Outros secos pelo tempo sem fim

Uma copa assim enraizada no tronco

Sapopema,  esconderijo de mim


Pose de fotofrafia


 Tentei segurar a lua

Ilusão da fotografia

Mais que uma poesia, é real

Pise nessa areia fria

Não em corações

A caminhada se torna leve

Marque as pegadas de coisas boas

Que ficaram para trás

Tente segurar a Lua

Tua vida já é tão insegura

Vida cheia de tentativas

Melancolicamente perdida

Nessa areia da praia fria

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Sentada com Drummond

 





Feriado, fim de tarde

Que tal uma caminhada na praia,

rabiscando a calçada

com pedras portuguesas

Ao longe avistei ali sentado

Sentei-me ao seu lado e pensei

ele ali parado sem poder me dizer nada

Sem me ouvir

Será que depois de partir, é bom se tornar estatua aqui?

Mas ele não pode me responder nada

Só encontro respostas em suas poesias

Que deixaste de herança

Ali vejo meus devaneios e divagações, em um só tom

Mas será que è bom uma estátua Drummond

A chuva molhando seu rosto

Assim como lágrimas na face

O sol queimando seu corpo sem sombra

Assim como amor da vontade de sentar-se 

e companhia fazer

Tentando descobrir o que é virar estatua

depois de morrer


Ficou

 










Só ficou o mar bravio

Atrás desse horizonte vazio

Como linha reta, retilínea

Por um fio desse amor

Só ficou esse vento

Que sinto a todo momento

Como alento

Acalentando esse amor

que ficou no tempo

Mas ficou sem esse canteiro

Onde se esconde teu perfume

No maracujá em flor


Livro de poesia










 Se um dia ler esse livro de poesias

Carregue-o com carinho

Ele me expõe e não é fantasia

Ele também não gosta de ficar sozinho

Se fores ler abra-o devagarinho

A dedicatória a você, está por todo lado

Foi tudo que pude escrever

 é fato consumado

 inspiração deitou folha à folha com zelo

E em cada estrofe verás

Todo meu esmero

E quem sabe entenderás

Que não é só um livro

E´meu desassossego 

Quem souber

 






Quem souber que conte

Quem puder que avise

Porque amar é tão difícil

Não existe quem improvise


Quem souber que ensine

Quem puder não escondas

Porém se for falar de amor não vulgarize

Pois amar é divino e te envolve como onda



Quem souber então grite

Quem puder não tenhas reservas

Quem da vida o amor se habilite

Guardá-lo em um vidrinho de conserva

Caminho de Amor


 AMOR , sim gritou mais forte

Bateu descompassado

Fez eco nos becos

Virou esquinas

Atravessou avenidas

 desfez o medo

Escalou montanhas

Subiu e desceu ladeiras

Pisou em falso, tropeçou

Caiu no asfalto

Ralou o desejo

Gemeu sem defesa baixinho

Em cada trecho, em cada frase

Pelo caminho


Amor acordado


 AMOR acordado

Banho para ser tomado

No chuveiro outra vez 

Amor é fato

O café que espere, requentado

A mesa posta

Carinho de quem se gosta

Um beijo que se troca

 Braço que se enrosca

No quarto , roupas ainda pelo chão

Marcas de uma noite de amor no colchão

Olhares que se cruzam

Sorrisos que se soltam

Lembranças se recordam

Amor acordado

Tão real, tão comemorado

Mesmo com uma xícara de café

requentado

Hoje presente de uma passado


Manhã


 Amo aroma de flores que invade o quarto antes mesmo de abrir a janela

Brisa da manhã   a adentrar

Invadindo sem pedir licença para se apossar

A alma sente, o espírito agradece 

Mais um dia uma prece

Mais um dia vencer

Mas sem o sentimento enfadonho

Mas uma manhã abençoada e cheia de sabedoria

Muito que aprender.  mais ainda o que viver

De repente mais um dia se foi

Com a certeza de dever cumprido

O ser se sentindo agradecido

E assim meu corpo talvez   exaurido

Cai na cama e acabo dormindo

 




AMO chuva no meio da tarde de domingo

Cheirinho de terra molhada

 Jeito preguiçoso depois da macarronada

Refresca a sala 

Vento bem-vindo

Chuva no meio da tarde é assim;

Caí , de repente passa

Você pensa que é o fim

Mais logo volta fazendo pirraça

Chuva no meio da tarde

Caindo lavando a floresta

Faz barulho gostoso

A mata e eu agradecemos

Em festa.


Alô!











AmoR Preciso ouvir tua voz

Tua falsa indiferença

 me fere como algoz

Alô! Então tá, não digas nada

Apenas atendas

Deixe-me ouvir tua respiração

Se te faltam palavras

fale com coração

O meu já foi tão machucado

Que não falas, apenas geme

geme descompassado

Mas ainda assim ouve qualquer resquício de som

Cá deste lado

Sem tua voz pressinto

 algo escondido no teu respirar

Escondes no obscuro

Pena não ver teu olhas

Esse te entregas em segundos

Alô!



Águas do rio

 









AMO Olhar o rio que passa

Que vem que fica

Que molha os pés

Suave ,  gelado ,  tão manso

Tão raso se faz ao revés 

Que irriga a terra 

Que corre das pedras

Tropeços nos igarapés

Rio que leva que lava a alma

Destino se acalma

Desatino de menino

Terra molhada

Cheiro de terra

Canoa encalhada

Lavando os olhos em lágrimas transbordadas

 






Amor descabido

Eu queria levar você comigo

Viver quem sabe esse amor atrevido

Amor louco intuitivo

Que cabe em qualquer situação

Eu queria levar você comigo 

Seja puro ou proibido

Em nosso coração

Caçador de Nuvens

 











C ada vez que eu olho para o céu 

A inda busco a Lua por inspiração

Ç álida rodeada de estrelas

Ah! boiando, flutuando na escuridão

D epois logo me lembro como você caça nuvens

O stentando através das lentes

R egistrando cada uma em sua forma


D ia e noite

E las sempre aparecem se o céu permitir


N uvem passageira estrangeira

U ma a uma em seu caminho

V ento , ventania que dá forma ou desmancha

E scondendo a lua

N elas acompanham a chuva enfim

S audades desse caçador que esconde nuvens de mim